É aprender a ser firme,
com a mesma firmeza de seus NAGUE-WAZA (técnicas de projeção), para
assumir as responsabilidades que lhe couberem.
É aprender a ser honesto e leal, com a mesma honestidade e lealdade de quando recebe o KACHI (vitória) no final de uma luta.
É aprender a ser disciplinado, com a mesma disciplina que se concentra no momento do MOKUSSÔ (meditação).
É
aprender a ser puro, com a mesma pureza que estava seu espírito quando
ouviu pela primeira vez ONEGAI-SHIMASSU (por favor), dos seus colegas.
Todo
judoca, introduzindo no seu íntimo, os completos ensinamentos do JUDÔ,
tem a sua forma de viver diferente, seja pela autoconfiança que
transpira em sua alma, seja pelo respeito que dispensa as pessoas, seja
pela certeza de estar num mundo bem melhor.
Este aprimoramento
do judoca, que não é apenas físico e técnico, mas que ultrapassa os
limites das palavras e atos materiais, faz com que ele como esportista,
lute pelo seu intento, mas é capaz de aceitar com naturalidade, que a
vitória e a derrota são unicamente, conseqüência de suas reais
condições. Pois se não fosse assim estaria em desacordo com o princípio
da suavidade.
Estas bases filosóficas, fazem com que o JUDÔ, se
caracterize como um verdadeiro esporte educativo, muito disciplinado e
admirado, no qual o confronto corpo a corpo conduz a um melhor
entendimento entre as pessoas, atingindo assim seus objetivos de
sociabilização, educação e de cultura física para o bem estar do homem e
do mundo.